Vulcão obriga 20 mil a sair de casa nas Filipinas

O vulcão mais ativo das Filipinas expeliu lava e nuvens de poeira hoje, obrigando milhares de pessoas a deixar suas casas. Vulcanologistas do governo elevaram o nível de alerta no vulcão Mayon, de 2.460 metros de altura, após explosões de cinzas.

AE-AP, Agencia Estado

15 de dezembro de 2009 | 20h05

Lava cor de laranja era vista descendo a montanha durante a noite. Renato Solidum, chefe do Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, disse que a atividade pode piorar nos próximos dias. "Ele já está em erupção", disse Solidum.

Mais de 20 mil pessoas foram retiradas de suas casas e levadas para locais seguros hoje, disse o governador Joey Salceda da província de Albay, onde o Mayon está localizado. Albay fica a cerca de 340 quilômetros a sudeste da capital Manila.

Vários veículos foram enviados para vilarejos para levar os moradores para escolas e outros abrigos temporários, disse o gerente de emergências provincial Jukes Nunez.

"Faltam dez dias para o Natal. É muito provável que as pessoas permaneçam em abrigos e, se a atividade do Mayon não diminuir, não permitiremos que as pessoas retornem para suas casas", disse Nunez. "É difícil e muito triste, principalmente para as crianças."

O governador provincial Salceda disse que decidiu cancelar sua viagem para Copenhague, onde deveria participar da conferência da ONU sobre clima. Ele falaria sobre a experiência de sua província com tufões e outros desastres naturais.

Os moradores de Albay estão acostumados a sair de perto do Mayon. Quase 50 mil pessoas moram num raio de 8 quilômetros da montanha. Alguns moradores tiveram de deixar suas casas no mês passado quando o vulcão expeliu cinzas.

O Mayon entrou em erupção em 2006, quando cerca de 30 mil pessoas tiveram de ser removidas. Outra erupção, em 1993, matou 79 pessoas. A erupção mais violenta do Mayon foi em 1814, quando mais de 1.200 pessoas morreram. Uma cidade foi enterrada pela lama.

As Filipinas estão localizadas no "anel de fogo" do Oceano Pacífico, onde atividade vulcânica e terremotos são comuns. Cerca de 22 dos 37 vulcões do arquipélago estão ativos.

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