Vulcão obriga mais de 33 mil a fugir nas Filipinas

Mais de 33 mil dos 47 mil moradores da província de Albay, nas Filipinas, já foram retirados das localidades por causa do vulcão Mayor, que começou a expelir lava e cinzas esta semana, sinalizando uma possível erupção em breve.

AE-AP, Agencia Estado

17 de dezembro de 2009 | 18h21

O governador da província de Albay, Joey Salceda, disse que um grupo de dirigentes provinciais autorizou a polícia e os soldados a removerem as cerca de duas mil famílias que ainda estão na área, a partir de amanhã. Segundo ele, a polícia mostrará fotos de vítimas da erupção de 1993, que matou mais de 70 pessoas.

Muitas famílias relutam em deixar suas fazendas, apesar do risco de uma grande erupção no vulcão Mayon, disseram as autoridades. Funcionários da província de Albay declararam hoje o isolamento de uma área de perigo de oito quilômetros ao redor do vulcão Mayon, após cientistas terem subido o alerta de cinco níveis ao terceiro nível.

O principal vulcanologista das Filipinas, Renato Solidum, disse que o Mayon, o mais ativo dos 22 vulcões das Filipinas, teve oito explosões de cinzas nas últimas 24 horas até a manhã desta quinta-feira.

Segundo ele, o vulcão está expelindo gás de dióxido sulfuroso, numa quantidade que cresceu de 750 toneladas para 2.758 toneladas nas últimas 24 horas. A lava continuava a escorrer para baixo da montanha de 2.460 metros.

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