Vulcão volta a expelir nuvens de cinzas na Indonésia

Milhares de indonésios que haviam arriscado uma volta a suas casas nas imediações do Monte Merapi fugiram em pânico depois que o vulcão voltou a expelir nuvens de cinzas neste domingo. Enquanto isso, equipes de resgate retomaram os trabalhos de assistência às vítimas do tsunami que atingiu o país durante a semana. O número de mortos nas duas catástrofes subiu para quase 500, depois que dezenas de corpos foram encontrados nas ilhas Mentawai, que foram devastadas pelo tsunami.

AE-AP, Agência Estado

31 de outubro de 2010 | 15h01

Quando as sirenes de emergência soaram nas imediações do Monte Merapi, várias pessoas desceram em pânico dos morros ou fugiram em carros e caminhões, enquanto outras pularam em rios para se proteger, segundo uma autoridade indonésia. Não houve relatos imediatos de novas vítimas após a mais recente erupção, que durou 46 minutos e lançou enormes nuvens de cinzas sobre os morros do sul e do leste, que são menos populosos. O vulcão entrou em erupção na terça-feira.

Autoridades estão frustradas porque muitas das mais de 53 mil pessoas evacuadas desde terça-feira continuam voltando para suas casas durante o dia, ignorando os alertas de perigo. Mais de 2 mil soldados tiveram que ser acionados no sábado para forçar homens, mulheres e crianças a deixarem o local.

O aeroporto na cidade de Solo, 40 quilômetros a leste de Merapi, foi obrigado a fechar por pelo menos uma hora, por causa de poeira vulcânica que caía do céu como chuva, disse Bambang Ervan, um porta-voz do Ministério dos Transportes. No último século, mais de 1.400 pessoas foram mortas pelo Merapi, um dos vulcões mais ativos do mundo.

Mais de 1.300 quilômetros a oeste, a melhora do tempo permitiu que barcos e helicópteros com equipes de socorro chegassem às partes mais distantes das ilhas Mentawai, onde algumas comunidades costeiras foram atingidas por ondas de até seis metros de altura na segunda-feira. No domingo, o número de mortos pelo tsunami subiu para 449, com a descoberta de mais dezenas de corpos.

Um helicóptero militar evacuou sobreviventes com ferimentos mais graves, que estavam em um hospital lotado e tinham apenas paracetamol à disposição para aliviar as dores, disse Ade Edward, um dos coordenadores dos trabalhos de socorro. Um avião de transporte de carga C-130, seis helicópteros e quatro barcos estavam levando alimentos e artigos de emergência para as vítimas no domingo, segundo Edward.

Os trabalhos de socorro tinham sido interrompidos completamente no sábado, devido a tempestades e o mar revolto na região. As informações são da Associated Press.

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