Erika P. Rodriguez/The New York Times
Erika P. Rodriguez/The New York Times

Secretária de Justiça assume governo de Porto Rico após renúncia de Rosselló

Wanda Vázquez havia manifestado desinteresse pelo cargo, mas voltou atrás após indicação do advogado Pedro Pierluisi não ser aprovada pelo Tribunal Supremo

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2019 | 22h08

MIAMI - A secretária de Justiça de Porto Rico, Wanda Vázquez, prestou juramento nesta quarta-feira, 7, como governadora, depois de a Justiça considerar inconstitucional a posse do anterior chefe de governo, o advogado Pedro Pierluisi, ampliando a crise no território dos Estados Unidos.

Pierluisi havia assumido o cargo depois de Ricardo Rosselló renunciar por causa de protestos, acusações de corrupção e a polêmica criada pela divulgação de conversações suas com assessores nos quais eles zombam de homossexuais e das vítimas do furacão Maria.

Vázquez, que era a próxima na linha de sucessão atrás de Rosselló, havia manifestado seu desinteresse pelo cargo, mas, após saber da decisão judicial contra Pierluisi, voltou atrás e disse que acataria a lei.

Rosselló nomeou Pierluisi de última hora como secretário de Estado antes de deixar o cargo. Mas sua nomeação não tinha sido aprovada pelo Senado, que estava em recesso. Rosselló saltou esta prerrogativa, amparando-se em uma emenda de 2005 de uma lei de 1952 e Pierluisi assumiu o governo. Ambos pertencem ao Partido Novo Progressista, que defende a anexação de Porto Rico como o 51.º Estado dos Estados Unidos.

Ao deliberar esta semana, o Senado deixou a decisão sobre o questionado governo de Pierluisi nas mãos do Tribunal Supremo.

Dias antes do chamado escândado “chatgate”, seis funcionários do governo tinham sido acusados de desviar os recursos destinados à recuperação dos furacões Irma e Maria. Porto Rico já sofria uma grave crise fiscal e havia declarado a bancarrota em maio de 2017, com uma dívida de US$ 70 bilhões.

Com 3,2 milhões de habitantes, Porto Rico é um território americano no Caribe e tem um delegado com voz, mas sem voto na Câmara de Representantes dos EUA. / AFP

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