Sepidar palace via AP
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Washington corta ajuda a Afeganistão em meio a impasse político

Anúncio foi feito após chefe da diplomacia dos EUA, Mike Pompeo, tentar sem sucesso um acordo entre o presidente afegão, Ashraf Ghani, e o ex-chefe do Executivo, Abdullah Abdullah, que se proclamou vencedor das eleições presidenciais

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2020 | 22h25

WASHINGTON - O chefe da diplomacia dos EUA, Mike Pompeo, não conseguiu convencer os líderes afegãos nesta segunda-feira, 23, a formar um governo de união e anunciou pouco depois um corte de US$ 1 bilhão em ajuda ao Afeganistão. 

O secretário de Estado fez uma visita surpresa de oito horas a Cabul, durante a qual se reuniu com o presidente afegão, Ashraf Ghani, e com o ex-chefe do Executivo, Abdullah Abdullah, que se proclamou vencedor das eleições presidenciais de 28 de setembro, sob as quais pairam acusações de fraude.

Pompeo exortou aos dois líderes a "fazer compromissos pelo bem do povo afegão", segundo um comunicado do Departamento de Estado.

"Os Estados Unidos lamentam profundamente" o fato de que os dois políticos tenham "informado o secretário de Estado Pompeo de sua incapacidade de encontrar um acordo sobre um governo inclusivo", segundo o comunicado. 

Devido a este fracasso, que "supõe uma ameaça direta aos interesses americanos", Washington decidiu cortar "imediatamente" sua ajuda a Cabul, disse Pompeo.  

"Estamos prontos para cortar mais 1 bilhão em 2021", ameaçou Pompeo em comunicado após a visita à capital afegã.

"Os Estados Unidos estão decepcionados por eles e pelo o que sua atitude sua atitude significa em relação ao Afeganistão e aos nossos interesses comuns", acrescentou.

A retirada progressiva das tropas americanas, iniciada após o acordo de 29 de fevereiro entre Washington e os insurgentes talebans, continua segundo o previsto, disse Pompeo. /AFP

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