EFE/EPA/ALEXEI NIKOLSKY
EFE/EPA/ALEXEI NIKOLSKY

Washington deverá escolher os diplomatas americanos que serão expulsos, diz Kremlin

Porta-voz do governo russo afirmou que cidadãos russos que trabalham para os EUA na embaixada americana podem estar entre os 755 funcionários a serem cortados

O Estado de S.Paulo

31 Julho 2017 | 12h45

MOSCOU - O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse nesta segunda-feira, 31, que caberá a Washington escolher quais funcionários da diplomacia americana serão cortados, depois que a Rússia decidiu expulsar 755 diplomatas dos EUA em resposta às novas sanções de Washington impostas a Moscou.

Peskov disse que cidadãos russos que trabalham para os EUA na embaixada americana podem estar entre os 755 funcionários a serem cortados, bem como diplomatas americanos.

A Rússia não esperou o presidente dos EUA, Donald Trump, assinar as sanções antes de tomar a decisão porque "não faz sentido esperar", após elas terem sido aprovadas no Congresso americano, disse Peskov a repórteres em entrevista coletiva.

Seis meses depois da posse de Trump em Washington, a lua de mel prometida não aconteceu e a tensão com a Rússia aumentou com o passar dos meses. "Desejamos um avanço sólido de nossas relações, mas constatamos com pesar que no momento estamos longe deste ideal", afirmou Peskov.

"Sair desta situação requer a vontade de normalizar as relações e renunciar às tentativas de imposição por meio de sanções. Apesar de tudo, o presidente destacou nosso interesse em continuar cooperando onde se encontram nossos interesses", completou.

As relações entre os dois países, já abaladas pelos conflitos no leste da Ucrânia e na Síria, são prejudicadas pelas acusações de interferência russa nas eleições presidenciais americanas, as quais Washington está investigando.

Depois de uma votação quase unânime no Congresso dos EUA para impor novas sanções econômicas a Moscou, a Rússia respondeu com a decisão de reduzir drasticamente o número de funcionários das representações americanas em território russo, incluindo diplomatas e equipe técnica.

No domingo, o presidente russo, Vladimir Putin, apresentou os números da medida, que entrará em vigor no dia 1.º de setembro: as embaixadas e consulados americanos devem ser reduzidos em 755 funcionários, para alcançar a marca de 455, mesma quantidade de pessoas nas representações russas nos EUA.

O Departamento de Estado americano, que denunciou um "ato lamentável e injustificável", afirmou que está examinando uma resposta. "Esperamos muito tempo, com a esperança de que a situação pudesse mudar para melhor", disse Putin. "Tudo indica, porém, que, caso a situação mude, isso não vai acontecer rapidamente.” / REUTERS e AFP

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