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Washington e Havana retomam negociações na semana que vem

Senadores americanos concluem visita a Cuba e prometem ampliar esforços por fim do embargo econômico

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2015 | 02h03

O Departamento de Estado americano anunciou ontem que as negociações para a normalização das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba serão retomadas no dia 27 em Washington. Será a segunda etapa de reuniões, depois que representantes dos dois países se encontraram em janeiro em Havana.

A porta-voz do órgão Jen Psaki não confirmou quem vai liderar as novas negociações, mas a última rodada foi presidida pela secretária-adjunta para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, Roberta Jacobson, e pela diretora-geral para os EUA do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Josefina Vidal.

Nos encontros de janeiro, as delegações dos dois países traçaram um roteiro para retomar as relações bilaterais, que em sua etapa inicial tem a reabertura de embaixadas como um dos principais objetivos.

Para o governo cubano, é essencial que os EUA eliminem o embargo contra a ilha - algo que só pode ser feito pelo Congresso - e Cuba deve sair da lista de países patrocinadores do terrorismo, elaborada pelo Departamento de Estado.

Ontem, três senadores americanos concluíram uma visita à capital cubana na qual prometeram ampliar o esforço bipartidário para que o Congresso coloque fim ao embargo econômico à ilha, em vigor desde 1962. Uma outra delegação com nove deputados, chefiados pela democrata Nancy Pelosi, ex-presidente da Câmara, chegou ontem a Havana.

"Acredito que exista um interesse cubano no fim do embargo, mas isso será discutido nos EUA. Uma das razões dessa viagem foi para poder dizer a nossos colegas o que vimos", disse a democrata Amy Klobuchar, de Minnesota. "Há cada vez mais gente envolvida no setor privado. Existe um espírito empreendedor aqui."

No mês passado, o presidente Barack Obama pediu ao Congresso, em seu discurso sobre o Estado da União, o fim do embargo. Líderes do Partido Republicano no Congresso, no entanto, têm se mostrado refratários à iniciativa. / AFP e EFE

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