Washington impõe sanções para frear fluxo financeiro do EI

Segundo nota do Departamento do Tesouro, as ações buscam complementar a resolução adotada hoje pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas

O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2014 | 19h25

WASHINGTON -  O governo dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira, 24, uma série de sanções econômicas contra pessoas envolvidas em atividades de financiamento, fornecimento de equipamentos e envio de combatentes estrangeiros a organizações terroristas na Síria e no Iraque, entre elas o Estado Islâmico (EI).

Segundo nota do Departamento do Tesouro, as ações buscam complementar a resolução adotada hoje pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas "para prevenir e quebrar as atividades financeiras de militantes de organizações terroristas, e frustrar seus esforços para viajar internacionalmente".

Na lista estão dois dos principais líderes militares do EI na Síria: o georgiano Tarkhan Tayumurazovich Batirashvili e o tunisiano Tariq Bin Al Tahar Bin Al Falih Al Awni Al Harzi.

Batirashivili controla as atividades do EI nas regiões do norte da Síria, entre as cidades de Alepo e Idlib, e é o encarregado de coordenar a chegada de combatentes procedentes da Chechênia e do Cáucaso. Além disso, ele comandou várias operações para apoiar ações do EI perto da cidade iraquiana de Mossul em junho.

Já Al Harzi é responsável pela arrecadação de fundos no Golfo Pérsico e pela mobilização de combatentes estrangeiros, procedentes especialmente da Grã-Bretanha, Albânia e Dinamarca, nas fronteiras entre a Turquia e a Síria.

As sanções do Departamento do Tesouro incluem também militantes de alto escalão, radicados no Kuwait, Jordânia e Turquia, dedicados a facilitar o "fluxo de fundos e combatentes" para outras organizações terroristas como a Frente al-Nursa da Síria, além dos braços da Al-Qaeda no Iraque e na Península Arábica.

"Essas ações reafirmam o compromisso dos EUA e dos nossos parceiros para degradar e destruir o acesso dos terroristas aos financiamentos", afirmou no comunicado David Cohen, subsecretário de Terrorismo e Inteligência Financeira do Departamento do Tesouro.

Ficam congelados todos os ativos que essas pessoas possam ter sob jurisdição americana. Cidadãos e entidades dos EUA também estão impedidos de realizar operações financeiras com os enquadrados na lista do Departamento do Tesouro. / EFE

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