Washington Post denuncia assassinato de dois americanos

O governo dos EUA manteve silêncio sobre o assassinato de dois cidadãos americanos na Colômbia, onde estavam para negociar a libertação de seu pai seqüestrado, denunciou hoje um colunista do jornal Washington Post. Segundo Robert Novak, dois americanos foram mortos a bala em 14 de março, em Cali, depois de terem negociado sem sucesso a libertação de seu pai, seqüestrado pelas rebeldes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "As autoridades americanas na Colômbia souberam dos assassinatos mas não deram nenhuma declaração", afirmou o colunista, segundo o qual o Departamento de Estado - contrariando a polícia do país sul-americano - lhe assegurou que os crimes "não estavam relacionados com o terrorismo mas sim com a guerra interna pelas drogas". "Seja qual for a verdade, o governo dos EUA manteve o assassinato encoberto", indicou Novak. A denúncia acrescenta ainda mais polêmica ao envolvimento dos EUA nos violentos conflitos internos colombianos. No dia seguinte ao dos assassinatos denunciados pelo colunista do Washington Post, o governo americano anunciou sua intenção de pedir ao Congresso autorização para uma flexibilização do uso da ajuda militar à Colômbia. No âmbito da guerra contra o terrorismo lançada após os atentados de 11 de setembro, a Casa Branca quer que a ajuda militar concedida à Colômbia possa ser utilizada em outras frentes além do único objetivo autorizado pela lei - o da luta contra o narcotráfico -, para que possa ser utilizada também no combate contra as Farc e outros grupos armados.

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