Anna Moneymaker/ NY TIMES
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Washington reforça segurança e duas pessoas são presas

Homem carregando arma de fogo e uma mulher que se passava por policial são detidos na capital americana

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2021 | 19h42
Atualizado 17 de janeiro de 2021 | 21h01

WASHINGTON - Em meio a ameaça de protestos e o aumento de alertas para possibilidade de atos violentos dias antes da posse do presidente eleito Joe Biden, a segurança foi reforçada em Washington, duas semanas após uma multidão de apoiadores do presidente Donald Trump ter invadido o Capitólio

Como medida de precaução para atos de violência no dia da posse, a cidade e diversas capitais de Estados americanos estão recebendo 25 mil membros da Guarda Nacional, um número maior que as tropas americanas somadas no Afeganistão, Iraque e Síria juntos. 

Mesmo com a ameaça de protestos em várias cidades dos Estados Unidos, a calma do fim de semana foi interrompida apenas por prisões em postos de controle de segurança montados para a cerimônia na capital americana.

Neste domingo, um homem de 22 anos carregando uma arma de fogo, três pentes de alta capacidade e 37 cartuchos de munição não registrada foi preso perto do Capitólio. Segundo o Departamento de Polícia Metropolitana de Washington, Guy Berry, de Gordonsville, do Estado da Virgínia, caminhava pela Avenida Massachusetts com uma Glock 22 “claramente visível em um coldre”. 

Os policiais que o pararam “concluíram” que ele não tinha permissão para portar uma arma na cidade, segundo relatório policial. Berry foi preso por portar uma pistola sem licença, posse de um dispositivo de alimentação de munição de grande capacidade e munição não registrada. 

]No sábado, uma mulher identificada como Linda MaGovern, de 63 anos, de Stratford, Connecticut, que alegava ser policial e funcionária do gabinete presidencial foi detida em um posto de controle, de acordo com a Polícia do Capitólio dos EUA. Segundo relatório policial, Linda foi presa por se passar por policial, além de deixar de obedecer e fugir das autoridades. 

Estado de alerta

Um boletim conjunto de inteligência do governo dos Estados Unidos, divulgado na quinta-feira passada sobre a violência do dia 6 no Capitólio, ressaltou o objetivo do ataque de interromper a certificação da vitória de Biden, conferindo a extremistas de diferentes matizes ideológicas uma maneira de se conectarem. 

O boletim ainda advertiu que a insurreição “muito provavelmente é parte de uma tendência contínua em que (extremistas) exploram protestos, comícios e manifestações legais e outras reuniões para realizar violência ideologicamente motivada e atividades criminosas”.

Em entrevista à rede de TV CNN, oficiais da Defesa afirmaram que a Guarda Nacional e a polícia esperam que explosivos como bombas e coquetéis molotov sejam usados em protestos no período que antecede a cerimônia na Casa Branca. 

Ainda de acordo com esses oficiais, os manifestantes podem ser agressivos e usar violência. Sobre as ameaças de extremistas, um oficial sênior do Departamento da Defesa destacou que as “intenções são muito sérias”.

Em uma entrevista coletiva na quinta-feira sobre a segurança da posse, o diretor do FBI, Christopher Wray, disse: “Nossa posição é agressiva. Vai permanecer assim até lá”. Wray acrescentou que a agência está monitorando conversas online “extensas” sobre protestos armados. Na semana passada, o FBI advertiu sobre a possibilidade de ataques acontecerem em todas as 50 capitais do país./ W.POST e NYT 

 

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