Washington vê risco de 'guerra civil' na Síria

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, mudou ontem o tom ao se referir à situação na Síria, dizendo, pela primeira vez, que os protestos contra o regime de Bashar Assad aproximam o país de uma "guerra civil".

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2011 | 03h01

Até agora, os EUA evitavam usar o termo, que, em termos diplomáticos, concede a grupos anti-Assad status de força beligerante. Na quinta-feira, o chanceler russo, Sergei Lavrov, já havia mencionado que a situação síria é similar à de uma "guerra civil".

As declarações de Hillary foram feitas em entrevista à rede de TV americana NBC. "Pode haver ali (na Síria) uma guerra civil, com uma oposição muito decidida, bem armada e, além disso, muito bem financiada", alertou a secretária de Estado.

Em outra entrevista, dessa vez à rede ABC, Hillary disse que "não é mais possível confiar nas promessas de reforma" feitas por Assad. O ditador sírio, que em 2000 herdou do pai o poder, várias vezes anunciou que retiraria suas tropas das ruas e dialogaria com a oposição - a última dessas promessas foi feita no começo do mês, à Liga Árabe. Até agora, porém, Assad permanece irredutível. / REUTERS

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