, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2010 | 00h00

É precipitado falar em "século asiático"

O deslocamento do poder global do oeste para o leste é dado como certo hoje. A China substituiu a Alemanha como o líder em exportações e os países da região aproveitaram a crise para reforçar o livre mercado, mas ainda é prematuro falar em "século asiático". Boa parte do oeste da China é miserável, a Indonésia pertence a um mundo diverso culturalmente e a Índia também é diferente. Isso sem falar que outras partes estão governadas por ditadores. Além disso, não há um sistema econômico asiático. O capitalismo de Estado chinês não pertence à categoria do privado, praticado no Japão e na Coreia do Sul. Mas talvez o maior problema seja que a Ásia não tem um centro de decisões, nem instituições que coordenadas se pareçam à Otan ou à União Europeia. Isso é importante porque o ocidente está relativamente em paz, enquanto o oriente enfrenta guerras no e ao redor do Paquistão. Por fim, está fuga de cérebros. Dos estudantes chineses que vão estudar nos EUA, 80% não retorna.

SLATE

Crianças também cometem suicídio

O fenômeno não é comum, mas ocorre. Conforme o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, em média quatro crianças em um grupo de 500 mil cometem suicídio anualmente nos Estados Unidos. O número duplicou em relação a 1979, mas comparativamente é apenas a 14.ª causa de morte entre os menores de 12 anos, depois de meningite e anemia. O número pode estar subestimado, pois estas mortes muitas vezes podem parecer acidentes.

FOREIGN POLICY

O ranking mundial dos Estados falidos

A Somália, segundo a Foreign Policy, é o país onde a presença do Estado é menor, para não dizer inexistente. A revista classifica os países em um ranking com cinco níveis: crítico, em perigo, no limite, estável e muito estável. O Brasil está "no limite" no que se refere à qualidade de suas instituições - atrás de 112 países e no mesmo nível do Paraguai. Na América do Sul, Uruguai, Argentina e Chile são "estáveis". Todos os demais sul-americanos estão "em perigo".

EL MUNDO

Brasil quer se armar por uma década

O Brasil tem condições, segundo o jornal espanhol El Mundo, de ultrapassar todos os membros da União Europeia e tornar-se uma das cinco maiores economias do mundo no segundo quarto deste século. Para acompanhar este crescimento, os brasileiros investirão em armas durante uma década, como parte do "Plano 2022", um conjunto de medidas para comemorar o segundo centenário da independência de Portugal. O Brasil foi o terceiro maior comprador sul-americano de armas entre 2005 e 2009 e pretende adquirir 36 novos caças, provavelmente franceses.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.