, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2010 | 00h00

Enterro de presidente divide a Polônia

O desastre de avião que há seis dias matou o presidente da Polônia Lech Kaczynski e boa parte da elite política e intelectual do país colocou de lado diferenças ideológicas e uniu o país. Isso até a hora de decidir onde enterrá-lo. O anúncio de um cardeal de que o corpo do presidente e da mulher dele poderiam ser sepultados na catedral de Wawel, na Cracóvia, transformou parte do luto da população em raiva. Esta é uma honra destinada só a reis e heróis, categorias nas quais custaria encaixar Kaczynski. Seu índice de aprovação estava abaixo de 20% e suas posições conservadoras eram criticadas. Tanto que, na terça-feira, 500 pessoas protestaram na praça central de Cracóvia, considerada a mais bonita das cidades polonesas. Na internet, mais de 26 mil pessoas já são fãs no Facebook de um grupo chamado "Não para o enterro de Kaczynski em Wawel". Outros 5 mil internautas não se opõem, mas querem direitos iguais. Eles criaram o grupo "Quero ser enterrado em Wawel também".

CSMONITOR

80% dos gays chineses

casam com mulheres

A homossexualidade foi descriminalizada há 30 anos na China. Mesmo assim, um levantamento universitário concluiu que cerca de 80% dos gays chineses se casaram por conveniência com uma mulher. Um dos fatores que leva a isso é a pressão dos pais, dos quais a maioria depende financeiramente. A pesquisa estima que há 30 milhões de gays com idade entre 15 e 60 anos no país, o que levaria à cifra de 24 milhões de homossexuais infelizes.

LOS ANGELES TIMES

Cartéis matam 24 por dia no México

O governo mexicano reluta em divulgar dados relacionados à guerra entre cartéis e a polícia, mas normalmente fala-se em 18 mil vítimas. Esta semana, o jornal mexicano La Reforma revisou o número, alçando a 22,7 mil os mortos em confrontos desde 2006, quando o presidente Felipe Calderón começou a combater os cartéis. Cerca de 121 mil pessoas foram presas no período. Apenas no ano passado, houve 8.928 mortes violentas ligadas aos cartéis, média de 24 por dia.

NEW YORK DAILY NEWS

Nova York cobrará aluguel de sem-teto

Não serão todos os sem-teto, mas aqueles que trabalham deverão pagar uma taxa ao governo de Nova York para usar os abrigos públicos. A cobrança deve começar em setembro e render entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões por ano aos cofres públicos. Cada família de três pessoas que tenha uma renda de US$ 10 mil pagará US$ 36 por mês. Se a família ganhar US$ 25 mil, o valor a ser pago à prefeitura sobe para US$ 926 mensais. No ano passado, a cidade tentou cobrar aluguel dos moradores de rua empregados, mas o processo foi bloqueado na Justiça.

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