Rodrigo Cavalheiro, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2011 | 00h00

DER SPIEGEL

Europa lida com a culpa de dar balas a Kadafi

Helicópteros da Itália, armas automáticas de Malta e tecnologia de comunicação da Alemanha. Quando o embargo de armamento à Líbia foi suspenso, em 2004, Muamar Kadafi pegou alguns euros e foi fazer compras e amigos na Europa. Da Alemanha, Kadafi importou a tecnologia para bloquear celulares e localizadores. Segundo a União Europeia, os membros do bloco ofereceram a Kadafi cerca de 344 milhões em equipamentos de defesa só em 2009. Agora que ele usa este arsenal contra seu próprio povo, os europeus jogam a culpa uns nos outros. O governo de Malta advertiu que "não fabrica armas" e "só permitiu a passagem de armas italianas".

THE NEW YORK TIMES

Facebook consegue o que nem Saddam logrou

Os protestos que nos últimos dias chegaram à porção iraquiana do Curdistão desafiam os caciques políticos que comandam a região há décadas. Líderes que resistiram à guerra com o Irã, à toda ditadura de Saddam Hussein e à ocupação americana sofrem a primeira contestação séria. As manifestações, organizadas principalmente pelo Facebook, exigem melhor infraestrutura e mais liberdade.

ZIMDIASPORA

No Zimbábue, material da BBC é "subversivo"

Dezenas de estudantes, sindicalistas e ativistas reuniram-se no Zimbábue para ver reportagens da BBC e da Al-Jazira sobre Tunísia e Egito. Um grupo de 46 pessoas foi preso sob alegação de que estavam vendo "vídeos que os motivariam a subverter um governo eleito constitucionalmente". Embora não se considere no mesmo patamar dos ditadores do norte da África, Robert Mugabe está no poder desde 1980.

LÍBIA

1,8 milhão

de páginas contêm a palavra "Khadafi" em uma pesquisa no Google, o que faz desta grafia a mais comum entre as dezenas usadas para nominar o ditador líbio. O termo "Gadafi" vem em seguida, com 1,2 milhão de resultados. Muammar Al Gathafi é a forma usada em seu site

oficial (fora do ar, por ora)

THE WASHINGTON POST

"Primavera chinesa", só se for discreta

Um grupo até agora desconhecido conclamou os chineses a imitar os protestos do norte da África. As reuniões seriam pacíficas, em cada cidade e por toda a China, nas tardes de domingo. Pelo código dos organizadores, parar em pequenos grupos em frente a uma padaria ou outro comércio é um modo de pedir o fim da corrupção e cobrar um Judiciário independente. Tudo sem molestar a polícia.

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