Wefaq apela ao diálogo e pede libertação de ativistas no Bahrein

Segundo declaração do grupo, os manifestantes estão em busca de 'um diálogo político entre a oposição e o governo em uma base que pode colocar nosso país no caminho da verdadeira democracia'

Reuters

20 de março de 2011 | 15h06

MANAMA - O principal grupo de oposição no Bahrein tem facilitado as negociações para chegar ao fim da crise que tem elevado as tensões na região exportadora de petróleo.

Liderados pelo partido da oposição xiita Wefaq, os grupos pediram neste sábado, 19, que as forças de segurança libertem todos os detidos neste mês de protestos. Eles também solicitam o fim da repressão.

"Preparar um ambiente saudável para o início de um diálogo político entre a oposição e o governo em uma base que pode colocar nosso país no caminho da verdadeira democracia e para longe do abismo ", diz a Declaração lançada pelos grupos de oposição.

O grupo pareceu recuar das condições instauradas na semana passada, o que incluía a criação de um novo governo não dominado por membros da realeza e do estabelecimento de um conselho especial eleito para reformular a constituição do Bahrein.

As novas condições, que pedem pela saída das forças que cercaram um grande hospital nos últimos dias, traria o processo político de volta para a posição em que estava antes da revolta, que começou há um mês.

A ferocidade da repressão vivida pelo Bahrein levou à imposição de um toque de recolher que proibiu todas as manifestações públicas, marchas, surpreendeu a maioria xiita e irritou o Irã, região não-árabe de poder xiita.

"Como os partidos políticos, não vamos recuar sob ameaça e não vamos chegar a negociações com armas apontadas para nossas cabeças ", disse Ibrahim Mattar, um representante Wefaq anterior, há algumas semanas.

Mais de 60% da população no Bahrein é xiita. A maioria faz campanha para uma monarquia constitucional, mas agora pede para que os radicais derrubem a monarquia por ter alarmado os sunitas, que temem a agitação do Irã, separado da Arábia Saudita e do Bahrein por apenas um pequeno trecho das águas do Golfo.

O Irã, que apóia grupos xiitas no Iraque e no Líbano, reclamou para a ONU e pediu que vizinhos ajudem a convencer a Arábia Saudita a retirar as forças do Bahrein.

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