Widodo reivindica vitória em eleições na Indonésia

O governador de Jacarta, Joko Widodo, se declarou vitorioso nesta quarta-feira nas eleições presidenciais da Indonésia, embora seu rival, o ex-general Prabowo Subianto, tenha questionado as apurações extraoficiais e se recusado a admitir a derrota. Apurações preliminares feitas por instituições independentes mostram Widodo com uma vantagem de três a seis pontos porcentuais. Já o rival afirma que pesquisas usadas pelo seu comitê indicam vitória de Subianto com quatro a cinco pontos porcentuais de vantagem.

Agência Estado

09 Julho 2014 | 09h41

"Foi uma eleição muito apertada. Eu teria esperado pelo menos mais algumas horas até que haja uma apuração mais definitiva", comenta Yohanes Sulaiman, professor da Universidade de Defesa da Indonésia. O resultado oficial da eleição só deve sair após o dia 20 de julho.

Centenas de milhares de policiais e soldados foram enviados para diversas partes do país para manter a ordem durante a votação, com os militares alertando que uma margem de vitória de menos de cinco pontos porcentuais poderia levar a tumultos. Não houve sinais de confusão durante o dia. Mesmo assim, o atual presidente, Susilo Bambang Yudhoyono, que deixa o poder em outubro, após dez anos, pediu calma aos dois lados da disputa.

Essa é a eleição mais acirrada na Indonésia nos últimos 16 anos, após a queda do general Hadji Mohamed Suharto, em 1998. Quase 135 milhões de eleitores foram às urnas. Widodo era um prefeito desconhecido de uma pequena cidade no centro da ilha de Jacarta até 2012, quando venceu de maneira surpreendente a disputa pelo governo do Estado. Uma das suas principais bandeiras é o combate à burocracia e ele se apresenta como "um homem do povo", em um país tradicionalmente governado pela elite e os militares. Já Subianto tenta chegar à presidência há uma década. Ele foi expulso do Exército após acusações de abusos contra os direitos humanos, na época da queda de Suharto, que então era seu sogro.

A Indonésia tem enfrentado críticas quando ao modelo econômico voltado para a exportação de commodities, enquanto tenta incentivar o setor manufatureiro e outras indústrias com maior valor agregado. O país também precisa urgentemente modernizar sua infraestrutura, resolvendo gargalos em portos, rodovias e geração de energia. Recentemente a Indonésia foi incluída no chamado grupo dos "Cinco Frágeis", economias com alto déficit em conta corrente que estariam mais suscetíveis a impactos negativos da redução dos estímulos monetários nos EUA. Fonte: Dow Jones Newswires.

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