Wikileaks diz que não será amedrontado pelo Pentágono

O Wikileaks, site especializado em vazar informações da inteligência, informou que vai publicar dentro de até um mês os cerca de 15.000 documentos secretos americanos que tem em seu poder sobre a guerra no Afeganistão, a despeito de alertas emitidos pelo governo norte-americano, segundo informou neste sábado o fundador do site, Julian Assange. O Pentágono considerou que as informações secretas serão ainda mais danosas para a segurança e vão colocar em risco um número maior de pessoas do que a divulgação dos 76.000 documentos anteriores.

AE-AP, Agência Estado

14 de agosto de 2010 | 11h54

"A organização não será ameaçada pelo Pentágono ou por qualquer outro grupo", afirmou Assange a repórteres em Estocolmo. "Nós vamos proceder cautelosamente e com segurança com esse material", observou. Assange disse que se as autoridades de defesa dos EUA querem ser vistas como promotoras de democracia, deveriam proteger o que os fundadores dos EUA consideram seus valores centrais, como a liberdade da imprensa." Ele disse que o WikiLeaks está no meio de uma revisão dos 15 mil documentos e estimou que o trabalho será concluído num prazo de duas semanas a um mês.

Os primeiros arquivos vazados pelo Wikileaks do "Diário da Guerra do Afeganistão" remetiam a documentos confidenciais sobre operações militares no Afeganistão no intervalo entre 2004 e 2010. A divulgação dos arquivos irritou autoridades norte-americanas, amplificou as críticas contra a campanha liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e chamou a atenção do Taleban, que prometeu usar os documentos para identificar pessoas que considera traidores. Isso gerou preocupações de uma série de grupos de direitos humanos que atuam no país e levou a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) a criticar o Wikileaks, por considerar que os documentos colocaram em perigo a vida dos colaboradores afegãos da coalizão internacional.

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