Andy Kropa/Invision/AP
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WikiLeaks: Juiz determina soltura de Chelsea Manning

Ex-soldado do Exército americano estava detida por se recusar a testemunhar sobre o caso

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 20h31

WASHINGTON - Um juiz federal dos Estados Unidos ordenou nesta quinta-feira, 12, que a ex-soldado do Exército Chelsea Manning fosse imediatamente libertada da prisão, onde estava detida por se recusar a testemunhar em uma investigação em andamento do WikiLeaks nos EUA.

Um documento do Tribunal Distrital dos EUA em Alexandria, Virgínia, assinado pelo juiz Anthony Trenga, também rejeitou um pedido de Manning para cancelar multas que haviam sido impostas por sua recusa em testemunhar no caso e ordenou que ela pagasse o valor de U$ 256 mil.

Uma audiência de detenção marcada para esta sexta-feira, 12, foi cancelada.

"É desnecessário dizer que estamos aliviados e pedir que você respeite a privacidade dela enquanto ela se recupera", disse a equipe de defesa de Manning em comunicado por e-mail. 

Na quarta-feira, um porta-voz da equipe de defesa de Manning disse que a ex-soldado tentou cometer suicídio e foi levada ao hospital, onde estava se recuperando.

O porta-voz Andy Stepanian disse que, apesar de sua prisão e da imposição de sanções financeiras, Manning permaneceu "inabalável em sua recusa em participar de um processo secreto do júri, que ela considera altamente suscetível a abusos".

Antes de seu recente encarceramento por se recusar a testemunhar, Manning havia servido sete anos em uma prisão militar por vazar centenas de milhares de mensagens militares dos EUA no WikiLeaks. Ela foi libertada por ordem do presidente Barack Obama. /Reuters

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