WikiLeaks: Polícia britânica reuniu evidências contra pais de Madeleine

Casal era investigado pela polícia de Portugal por desaparecimento da filha em 2007

estadão.com.br

13 de dezembro de 2010 | 21h51

LONDRES - A polícia do Reino Unido ajudou a "reunir evidências" contra os pais da menina Madeleine McCann quando o casal era investigado pela polícia de Portugal como suspeitos no caso do desaparecimento da menina britânica, revela um documento da embaixada dos EUA em Lisboa publicado pelo WikiLeaks, segundo informações do jornal britânico The Guardian.

 

Veja também:

especialEspecial: Por dentro do WikiLeaks

blog Radar Global: principais vazamentos do 'cablegate'

lista Veja tudo o que foi publicado sobre o assunto

 

O telegrama, enviado do embaixador americano em Portugal, Al Hoffman, para os EUA, afirma que a informação foi passada à embaixada pelo diplomata britânico em Lisboa, Alexander Wykeham Ellis.

 

Ellis teria admitido, "sem dar mais detalhes sobre o caso, que a polícia britânica desenvolveu evidências contra os pais de Madeleine, e afirmou que as autoridades de ambos os países (Reino Unido em Portugal) estavam trabalhando juntas".

 

O documento que revela tais informações foi emitido em 2007. A menina desapareceu em maio do mesmo ano, e as investigações sobre seus pais só foram suspensas em julho de 2008. Um porta-voz do casal McCann afirmou que "a polícia portuguesa deixou claro que eles não têm nenhum envolvimento com o caso" e "que ainda hoje lutam sem descanso para encontrar a filha".

 

As autoridades britânicas desempenharam um papel substancial na investigação sobre o desaparecimento da menina. O documento mostra que, diferentemente do que se pensava, a polícia portuguesa não era a principal força por trás da acusação contra os McCann, e sim a polícia britânica.

 

Madeleine segue desaparecida. Seus pais mantêm um site para reunir informações sobre a menina e realizam campanhas para encontrá-la. A investigação foi arquivada pelas autoridades portuguesas.

 

O WikiLeaks começou a divulgar no fim de novembro mais de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos EUA, revelando segredos e os bastidores da política externa americana e causando desconforto em Washington e em outros governos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.