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WikiLeaks revela espionagem dos EUA a Netanyahu, Berlusconi e Ban Ki-moon

Documentos obtidos pelo site mostram que NSA realizou escutas secretas em encontro de líderes mundiais; Assange, fundador do site, diz que 'será interessante' ver reação da ONU após divulgação

O Estado de S. Paulo

23 de fevereiro de 2016 | 10h45

WASHINGTON - O site WikiLeaks publicou na segunda-feira novos documentos que revelam a espionagem por parte da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, sigla em inglês) de líderes mundiais como o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, o ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Em seu site, a organização criada por Julian Assange revelou que a NSA realizou escutas secretas em um encontro entre Ban e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, cujo monitoramento pelos serviços de inteligência dos EUA em outras ocasiões foi revelado por Edward Snowden, em 2013.

O WikiLeaks também informou sobre a espionagem americana em uma conversa entre Netanyahu e Berlusconi, assim como em um encontro entre responsáveis de comércio do alto escalão da União Europeia (UE) e do Japão, e em uma reunião privada entre Berlusconi, Merkel e o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy.

Nos documentos obtidos pelo WikiLeaks, Merkel e Ban conversam sobre como lutar contra a mudança climática, Netanyahu pede a Berlusconi ajuda para lidar com o governo dos EUA liderado pelo presidente Barack Obama, e Sarkozy alerta ao ex-primeiro-ministro da Itália sobre os perigos do sistema bancário de seu país.

"Será interessante ver a reação da ONU, já que se o secretário-geral pode ser um alvo (da espionagem dos EUA) sem nenhuma consequência, então qualquer um, desde um líder mundial a um varredor de rua, estaria em risco", escreveu Assange sobre as novas revelações.

O WikiLeaks passou a estampar as manchetes dos jornais entre julho e outubro de 2010 após publicar documentos secretos da guerra do Afeganistão (2001) e da segunda Guerra do Iraque (2003), a partir de documentos fornecidos pelo soldado americano Bradley Manning, que é transexual e atualmente se chama Chelsea Manning. / EFE

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