WikiLeaks vai aumentar velocidade de vazamentos

O WikiLeaks vai acelerar a publicação de documentos secretos, anunciou hoje o editor-chefe da organização, Julian Assange, prometendo mais revelações baseadas nos telegramas confidenciais norte-americanos e em outros registros.

AE, Agência Estado

11 de janeiro de 2011 | 12h50

Assange, de 39 anos, conversou com os jornalistas do lado de fora do Tribunal de Magistrados Belmarsh, em Londres, onde ele e seus advogados se apresentaram para uma audiência a respeito de sua extradição para a Suécia, onde ele é acusado de crimes sexuais.

O WikiLeaks atraiu a atenção internacional quando começou a publicar centenas de telegramas diplomáticos secretos norte-americanas no ano passado, revelações que encabularam os Estados Unidos e seus aliados. Mas o fluxo das informações vazadas, publicadas pelo The New York Times, The Guardian, Der Spiegel, Le Monde e El Pais, sofreu redução recentemente em meio a uma série de ataques online, dificuldades financeiras e o processo na Suécia contra Assange.

O especialista em computação disse que isso vai mudar em breve, na medida em que empresas de comunicação estão se envolvendo com o vazamento dos documentos. "Estamos acelerando nossas publicações sobre questões relacionadas ao CableGate (como ficou conhecido o caso do vazamento dos documentos) e outros materiais", disse Assange. "Isso vai acontecer em breve por meio de jornais parceiros em todo o mundo, jornais grandes e pequenos e algumas organizações de direitos humanos".

Assange não deu maiores detalhes sobre a publicação dos documentos e retornou ao tribunal com seus advogados sem responder perguntas. O processo de extradição dele será examinado em uma audiência em um tribunal de Londres em 7 e 8 de fevereiro, informou um juiz. A data foi decidida após uma audiência de 10 minutos hoje. Cidadão australiano, Assange esteve no local apenas para confirmar seu nome e endereço.

O principal representante do WikiLeaks está sob prisão domiciliar numa propriedade no leste da Inglaterra desde que foi libertado, sob fiança, após ter sido detido no mês passado sob acusação de estupro e ataque sexual contra duas mulheres, crimes que teriam sido cometidos durante uma viagem à Suécia.

Mais cedo, o WikiLeaks divulgou um comunicado criticando as ameaças de morte contra Assange feitas nos Estados Unidos. O documento comparou a experiência de Assange com a da deputada democrata Gabrielle Giffords, que foi alvejada na cabeça durante um ataque no Arizona que deixou seis mortos no último sábado. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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