AFP PHOTO / Emmanuel DUNAND
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Wilders vota em colégio de Haia e promete referendo contra UE se vencer eleições

Líder da extrema direita da Holanda ressaltou que tem intenção de cumprir suas promessas de campanha, que incluem a proibição do Islã e o fechamento das portas do país à imigração

O Estado de S.Paulo

15 de março de 2017 | 08h44

HAIA, HOLANDA - O líder da extrema direita holandesa, Geert Wilders, depositou nesta quarta-feira, 15, seu voto em um colégio eleitoral de Haia, e prometeu que, se vencer o pleito, convocará um referendo contra a União Europeia (UE).

"Se eu vencer, haverá o referendo (contra a UE), porque demos nosso dinheiro aos países estrangeiros. Vamos recuperar a Holanda para os holandeses", disse o líder do Partido da Liberdade (PVV).

Wilders repetiu que tem a intenção de cumprir as promessas de sua campanha, não só com a convocação de um referendo, mas proibindo o Islã e fechando as portas à imigração.

Além disso, ele alertou que seja qual for o resultado das eleições, "o gênio não vai voltar à garrafa", em referência à ascensão de populismo holandês.

O candidato chamou ao voto os mais de 12 milhões de holandeses para "ter menos Islã" nos Países Baixos. "O Islã e a liberdade não são compatíveis", acrescentou, ressaltando que os muçulmanos "são livres para ir embora quando quiserem" da Holanda.

Wilders brincou sobre a arrasadora presença da imprensa nacional e internacional e disse que espera que "haja tantos eleitores como jornalistas".

O líder da extrema-direita holandesa se mostrou otimista com o resultado das eleições e afirmou que o PVV "vai a ser o maior" deste pleito "histórico".

Apoio. A dirigente da extrema direita francesa Marine Le Pen reiterou na terça-feira seu apoio a Geert Wilders, que chamou de "amigo" e "patriota". "Geert Wilders não é de extrema direita, é um patriota", afirmou ela à rádio RFI e à rede France 24.

"Cada vez que, em um país, um homem se opõe à imigração maciça é tratado como populista, racista, xenófobo (...). Podemos ter direito a nos opor à imigração sem que nos insultem?", questionou a presidente da Frente Nacional (FN), que lidera as pesquisas para o primeiro turno da eleição presidencial da França.

Questionada se uma possível vitória de seu aliado holandês poderia lhe ajudar, Le Pen disse que isso não é necessário. "Os povos europeus rejeitam de forma maciça a UE e o que ela representa: a globalização selvagem, a desindustrialização de nossos países, a imigração maciça e o risco que a população corre". / EFE e AFP

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