World Vision pede ajuda para evitar crise humanitária no Timor

A organização humanitária World Vision pediu nesta sexta-feira à comunidade internacional mais ajuda econômica ao Timor Leste, para atenuar a difícil situação das cerca de 100 mil vítimas da violência étnica e da crise política. O diretor da organização, Tim Costello, informou na Austrália que é preciso garantir a distribuição de alimentos em Díli nos próximos seis meses, como única forma de impedir uma crise humanitária. Costello informou que na quinta-feira seu grupo distribuiu 18 toneladas de alimentos nos acampamentos de refugiados em Díli. Desde o mês passado, 70 mil pessoas não se atrevem a voltar para suas casas. Os médicos que trabalham no país alertaram que a malária, a tuberculose e outras doenças respiratórias graves são um dosprincipais problemas, segundo a rádio ABC. Tutela da ONU Os refugiados abandonaram suas casas em abril, quando uma revolta de militares descontentes provocou uma onda de violência, com a morte de 30 pessoas e a destruição de centenas de casas. Segundo a agência australiana "AAP", o chanceler timorense, José Ramos Horta defende a volta das Nações Unidas à jovem nação para um período de pelo menos 10 anos de tutela. Em maio de 2002, após três anos sob a administração da ONU, Timor Leste se tornou um Estado soberano, mas nasceu também como a naçãomais pobre do Sudeste Asiático. Uma nação traumatizada por 24 anos de ocupação indonésia e um sangrento processo de independência.

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