WSJ: Bush criticará política chinesa em discurso na Ásia

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fará amanhã em Bangcoc um discurso no qual manifestará sua preocupação com o destino dos dissidentes políticos na China e falará sobre sua determinação em encerrar a "tirania" da junta militar de Mianmar, informou hoje o jornal The Wall Street Journal Asia. O pronunciamento de Bush terá como objetivo assegurar aos aliados dos EUA na Ásia que o governo norte-americano continua comprometido com a região. O discurso será pronunciado amanhã na capital tailandesa, mas a Casa Branca divulgou hoje trechos do texto preparado. No discurso, Bush destacará que a estabilidade e a prosperidade da Ásia exigem tanto o envolvimento da China quanto dos EUA para assegurar que a região mantenha seu papel de propulsor da economia global nesse momento de crise. Bush também enfatizará o engajamento econômico dos EUA na região da Ásia-Pacífico, elogiando os acordos bilaterais de livre comércio com Austrália, Cingapura e Coréia do Sul, e sinalizando o comprometimento de Washington com a busca por pactos similares com a Malásia e com a Tailândia. Ainda assim, Bush instará a China a fazer mais para alcançar um desfecho de sucesso nas paralisadas negociações da Rodada de Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC). "Nós estamos deixando claro à China que ser um líder econômico global carrega junto o dever de agir com responsabilidade, em assuntos da energia ao meio ambiente, passando pelo desenvolvimento da África", dirá Bush, de acordo com o texto do discurso adiantado.Um dia antes de ir a Pequim para a abertura dos Jogos Olímpicos, Bush também deverá criticar o tratamento que a China dispensou aos dissidentes políticos. "Os Estados Unidos acreditam que o povo da China merece a liberdade fundamental que é o direito natural de todos os seres humanos. Então a América está em firme oposição à detenção de dissidentes políticos, advogados dos direitos humanos e ativistas religiosos na China", segue o discurso que Bush deve fazer amanhã. Bush também deverá pedir aos aliados americanos na Ásia que façam o possível para "buscar um final à tirania em Mianmar". As informações são da Dow Jones.

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