WSJ: Wal-Mart alerta para 'riscos' de vitória de Obama

A varejista Wal-Mart - empresa privada com maior número de funcionários nos Estados Unidos - está mobilizando gerentes de lojas e supervisores de departamentos em suas unidades nos Estados Unidos. O objetivo é advertir os funcionários da empresa que uma eventual vitória do Partido Democrata nas eleições presidenciais de novembro provavelmente resultará em uma mudança na lei federal visando a facilitar a sindicalização dos trabalhadores. A informação foi publicada na edição de hoje do jornal The Wall Street Journal.Nas últimas semanas, milhares de gerentes de lojas e departamentos do Wal-Mart foram convocados a reuniões obrigatórias nas quais a direção da companhia enfatizou os aspectos negativos da sindicalização para os trabalhadores. De acordo com mais de dez funcionários do Wal-Mart que participaram dessas reuniões, os executivos da companhia disseram que os funcionários sindicalizados teriam de pagar contribuições sindicais sem ganhar nada em troca e poderiam entrar em greve sem nada em compensação. Além disso, a sindicalização poderia significar menos empregos por causa do aumento dos encargos trabalhistas.A ação do Wal-Mart reflete a visão entre os donos de grandes negócios de que um eventual revigoramento do movimento trabalhista reverteria anos de queda nas filiações a sindicatos, o que geraria aumento da folha de pagamento e das despesas com saúde em um momento no qual a economia americana é afetada pelo aumento do preço dos combustíveis e dos preços dos alimentos em meio a um ambiente econômico negativo.Os gerentes de recursos humanos do Wal-Mart que conduziram as reuniões não disseram explicitamente em quem os funcionários deveriam votar em novembro, mas deixaram claro que a opção pelo candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, representaria o mesmo que um convite a uma maior atuação dos sindicatos, disseram funcionários que participaram desses encontros. As informações são da Dow Jones.

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