Xanana diz que situação no Timor após atentado é controlada

Para premiê, ataque contra o presidente foi tentativa de golpe; Ramos Horta está em estado grave, mas estável

Agências internacionais

11 de fevereiro de 2008 | 04h38

O primeiro-ministro do Timor Leste, Xanana Gusmão, afirmou que a situação no país está sob controle. Xanana foi alvo de um ataque fracassado junto ao presidente, José Ramos Horta, que acabou ferido em outra ação realizada por ex-militares expulsos do Exército.   Ex-premiê do Timor culpa ONU por atentados Após cirurgia, estado de Ramos Horta é estável Presidente do Timor Leste é baleado em casa   O presidente do Timor Leste, José Ramos-Horta, foi ferido a tiros em um atentado ocorrido em sua casa, na capital do país, Díli. Ele foi atingido no estômago e levado ao hospital do Exército australiano, onde passou por uma cirurgia.   "Apesar de o Estado ter sido atacado por um grupo armado e de o presidente ter sido ferido, o Estado está sob controle e a situação evolui com normalidade", declarou Xanana à imprensa após a reunião de urgência que teve com seus assessores e funcionários das Nações Unidas no Palácio de Governo.   Xanana confirmou que a caravana de veículos na qual viajava em direção ao centro de Díli foi baleada, e que apesar de as balas terem furado os pneus de seu carro, todos os integrantes chegaram a Díli sem sofrer ferimento algum.   O primeiro-ministro acrescentou que o ataque contra o presidente Ramos Horta aconteceu quando fazia ginástica na área externa à sua casa. "Após ser ferido (Ramos Horta) retornou a sua casa para pedir ajuda", explicou Gusmão aos jornalistas.   Segundo a BBC, há informações de que o ataque foi liderado pelo líder rebelde Alfredo Reinado, que teria sido morto no ataque em um troca de tiros com forças de segurança. O ataque teria ocorrido de manhã na capital do Timor Leste. Segundo um porta-voz do Exército, um tiroteio começou depois que dois carros passaram perto da casa do presidente.   Em novembro passado, Reinaldo havia ameaçado usar a força contra o governo, depois de ter sido indiciado por envolvimento em confrontos iniciados em abril do ano passado e que levaram à morte 37 pessoas no Timor Leste.   Ramos Horta ganhou destaque em sua campanha contra o domínio indonésio no Timor Leste. Soldados da Indonésia invadiram o território depois que Portugal se retirou de sua ex-colônia em 1975, e o Timor Leste só ganharia independência em 2002. O presidente levou o Nobel da Paz de 1996 juntamente com o bispo Carlos Ximenes Belo.   Matéria ampliada às 7h30.

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