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Xanda, filho do leão Cecil, também é morto por caçador de troféu 

O leão foi morto no dia 7 em uma área de caça do lado de fora do Hwange National Parque, no Zimbábue, de acordo com o pesquisador da Universidade de Oxford Andrew Loveridge

O Estado de S.Paulo

20 Julho 2017 | 22h45

Dois anos depois de o leão Cecil ser morto em um parque nacional no Zimbábue, causando revolta internacional, seu filho Xanda foi morto em uma corrida por troféu.  

O leão foi morto no dia 7 em uma área de caça do lado de fora do Hwange National Parque, no Zimbábue, de acordo com o pesquisador da Universidade de Oxford Andrew Loveridge. Ele estudava os dois leões. Xanda, que tinha 6 anos, usava um colar eletrônico que foi colocado pelo pesquisador para monitorar seus movimentos. 

"Como pesquisadores, nós estamos tristes com a morte desse animal muito bem estudado, que monitorávamos desde o nascimento", afirmou Loveridge, em um e-mail, segundo o New York Times

O jornal britânico Telegraph afirmou que Richard Cooke, da companhia RC Safaris, liderou a caçada, embora não esteja claro quem atirou no leão. 

"Richard Cooke é um dos caras "bons"", disse Loveridge ao Telegraph. "Ele é ético e devolvou o colar comunicando o que aconteceu. Sua caçada era legal e Xanda tinha mais de 6 anos então está tudo dentro do regulamento estipulado." 

O leão, que pertencia a um grupo de sete filhotes de três fêmeas com Cecil, recebeu o colar em julho de 2015, com um localizador GPS por satélite em outubro de 2016. Os pesquisadores seguiram seu paradeiro até sua morte. 

Cecil tinha 13 anos quando foi morto pelo dentista americano Walter J. Palmer em julho de 2015. Como Xanda, ele 

vagava fora de seu santuário em Hwange National Park. Palmer se desculpou pela morte, mas se tornou alvo de ameaças e assédio. Segundo o Humane Society, existem hoje cerca de 30 mil leões africanos. / NYT  

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