Xeque do Kuwait questiona aumento de tropas dos Estados Unidos no país

Reforço foi ordenado por Washington após anúncio de retirada militar completa do Iraque

Agência Estado

07 de novembro de 2011 | 15h11

CIDADE DO KUWAIT - O ministro da Defesa do Kuwait, o xeque Jaber al-Mubarak al-Sabah, levantou dúvidas sobre as propostas dos Estados Unidos para estacionarem mais 4 mil soldados no país árabe do Golfo Pérsico, após os Estados Unidos completarem a retirada militar do Iraque no final deste ano. Al-Sabah disse ao jornal The Daily Star, do Líbano, que não existem planos para aumentar o número de soldados americanos no país. Washington mantém permanentemente 23 mil soldados de guarnição no Kuwait.

 

Ainda não está claro se as declarações do xeque Al Sabah são a palavra final do Kuwait ao Pentágono, ou uma sugestão de que nada ainda foi resolvido e a negociações prosseguem entre o governo do emirado e Washington. A referência às tropas americanas foi feita em um contexto de um comunicado mais amplo do xeque, que abordou uma variedade de questões.

 

Uma negativa do Kuwait ao aumento de tropas dos EUA seria um revés para a política regional do Pentágono, que prevê um aumento nas forças terrestres, navais e aéreas nos países do Golfo, onde os EUA e seus aliados temem o aumento da influência iraniana.

 

No começo deste mês, oficiais do Pentágono disseram que os EUA esperavam enviar pelo menos 4 mil soldados que serão retirados do Iraque até o final do ano para o Kuwait. A decisão de permitir a entrada e permanência desses soldados no Kuwait, contudo, depende do governo kuwaitiano. No total, os EUA irão retirar 40 mil soldados do Iraque até o final de dezembro.

 

Milhares de soldados dos EUA estão em guarnição no Kuwait desde 1991, quando na Guerra do Golfo forças dos EUA e da Grã-Bretanha expulsaram a invasão iraquiana de Saddam Hussein. No começo da década de 2000, um acordo entre Washington e o Kuwait passou a regulamentar o número de soldados americanos que ficam em guarnição no país árabe, mas esse acordo deverá expirar no final do ano. As informações são da Associated Press.

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