Xeque dos EAU é inocentado em caso de tortura

O xeque Issa bin Zayed Al Nahyan, membro da família que governa os Emirados Árabes Unidos (EAU) que estava sendo julgado por suposta relação com a gravação de um vídeo em que um afegão era torturado, foi declarado inocente de todas as acusações neste domingo. A decisão foi tomada pelo juiz Mubarak al-Awad.

AE-AP, Agencia Estado

10 de janeiro de 2010 | 19h06

O caso foi bastante acompanhado não apenas porque Issa é meio-irmão do presidente dos Emirados, mas também porque a tortura foi filmada. A gravação foi descoberta no ano passado, durante um processo nos EUA movido pelo ex-sócio de Issa, o executivo norte-americano Bassam Nabulsi. Ele está processando Issa por causa de milhões de dólares que diz ter de receber por diversos negócios.

O vídeo mostra um suspeito, identificado como Issa, batendo em um homem que seria um trabalhador afegão, no meio do deserto. A defesa diz que Nabulsi filmou a tortura para chantagear Issa. A vítima sobreviveu ao ataque.

A defesa também argumentou que Issa ficou desorientado e prejudicado por uma combinação de dezenas de drogas, incluindo remédios para o coração. A lista de drogas foi apresentada ao tribunal, mas não publicada. No mês passado, um especialista testemunhou em favor da defesa, dizendo que a mistura de drogas pode causar "raiva, tendências suicidas, depressão, agressividade e perda de memória".

Tudo o que sabemos sobre:
EUAjulgamentotortura

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.