Xeque egípcio autoriza amamentação de adultos e é destituído

Mulheres não podiam ficar a sós com homens no trabalho; solução foi permitir amamentação de colegas

Efe,

19 de setembro de 2007 | 15h56

A Al-Azhar, a instituição mais prestigiada do Islamismo sunita, destituiu um xeque por emitir uma fatwa (decreto religioso) que autoriza as mulheres a amamentarem seus colegas do sexo masculino, para que possam dividir um mesmo ambiente de trabalho, publicou nesta quarta-feira, 19, o jornal Daily News. A tradição islâmica proíbe que uma mulher esteja sozinha com um homem com quem possa contrair matrimônio, por isso só pode ficar a sós com seu pai, filho, sobrinho, irmão ou algum outro membro de sua família. Para solucionar o conflito que impedia que homens e mulheres dividissem o mesmo ambiente de trabalho, o clérigo Izzat Attiyah emitiu uma fatwa em maio na qual afirmava que se a mulher amamentou o homem cinco vezes torna-se sua "ama de leite" e com isso os dois adultos poderiam trabalhar juntos. O polêmico decreto não foi bem recebido no departamento de "Hadiz" (palavras atribuídas ao profeta Maomé) da universidade de Al-Azhar - da qual Attiyah fazia parte - que na terça-feira acabou tomando a decisão de destituir o clérigo. A Al-Azhar já tinha condenado o decreto quando este foi divulgado e emitiu um comunicado para esclarecer que essa fatwa "contraria os princípios da religião islâmica e da moral, além de manchar a imagem respeitável da instituição".

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