EFE/EPA/CHRIS RATCLIFFE
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Xi Jinping visitará Panamá em dezembro para assinar 20 acordos

Previsão é de que sejam firmados pactos nas áreas de comércio, infraestrutura, tecnologia e educação

O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2018 | 02h32

O presidente da China, Xi Jinping, visitará o Panamá no início de dezembro para assinar cerca de 20 acordos com o governo local. Esta será a primeira visita oficial de um presidente chinês ao país da América Central após o estabelecimento das relações bilaterais em 2017.

O presidente panamenho, Juan Carlos Varela, publicou um comunicado em sua conta no Twitter no qual informou que "recebeu confirmação oficial do governo da República Popular da China sobre a visita do presidente Xi Jinping para o Panamá".

Xi chegará ao Panamá na noite do dia 2 de dezembro e deverá se encontrar com Varela no Palácio de Las Garzas, sede do governo, no dia seguinte. Durante a viagem, o governante chinês também participará de uma reunião de negócios e fará uma visita ao Canal do Panamá.

"No marco dessa visita sem precedentes, espera-se que os principais líderes testemunhem a assinatura de outros vinte acordos que foram avaliados por ambas as partes durante vários meses", disse o comunicado.

A previsão é de que sejam firmados acordos para as áreas comercial, científica, cultural, tecnológica, educacional, de infraestrutura e de transferência de conhecimento.

Relações diplomáticas entre China e Panamá

O Panamá estabeleceu relações diplomáticas com a China em junho de 2017, depois de romper com Taiwan. Posteriormente, Xi recebeu Varela em Pequim, onde assinaram vinte acordos.

Ambos os países negociam um Acordo de Livre Comércio e realizam um estudo sobre a viabilidade para a construção de uma ferrovia entre a Cidade do Panamá e a fronteira com a Costa Rica.

O governo panamenho espera com que a nova relação renda investimentos chineses em infraestrutura, incluindo portos, usinas ou trens.

Desde então, empresas chinesas ganharam licitações para construir uma ponte quilométrica sobre o Canal do Panamá e um terminal de cruzeiros.

O Panamá está satisfeito pela entrada no mercado chinês, de mais de 1 bilhão de pessoas, e acredita que com uma economia dolarizada, um canal interoceânico e um sistema financeiro com cem bancos, pode se tornar uma entrada de bens asiáticos na América Latina. A China, o segundo maior usuário do Canal de Panama, atrás dos Estados Unidos, é o principal país de origem das mercadorias que são distribuídas no continente através da zona franca panamenha de Colón, a maior da região. \ AFP.

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