Xiita procurado vivo ou morto pelos EUA promete "revolução"

O clérigo radical xiita iraquiano Muqtada al-Sadr, respondendo a ameaças dos EUA de prendê-lo ou eliminá-lo, disse que está pronto para morrer pelo povo do Iraque e prometeu continuar com uma "revolução popular" até pôr fim à ocupação americana do seu país. "Temo apenas a Deus. Estou pronto para sacrificar meu sangue por este país. Mas peço ao povo iraquiano para não deixar que meu assassinato ponha fim à sua rejeição à ocupação (dos EUA)", afirmou al-Sadr à tevê libanesa Al Manar."Estou pronto para sacrificar meu sangue pelo bem do povo iraquiano", acrescentou, numa entrevista realizada em sua casa, na cidade sagrada xiita de Najaf, sul do Iraque, pela Al Manar, a estação do grupo militante xiita libanês Hezbollah, considerado pelos EUA como uma organização terrorista. Foi a primeira manifestação pública de al-Sadr desde que duros combates eclodiram este mês entre tropas dos EUA e milicianos leais ao clérigo radical. Os comentários de al-Sadr foram feitos no momento em que cerca de 2.500 soldados americanos chegavam aos arredores de Najaf dispostos a esmagar a milícia Exército al-Mahdi, de al-Sadr. Al-Sadr é filho de Mohammed Sadiq al-Sadr, um influente clérigo morto por agentes de Saddam Hussein em 1999. Desde que retornou ao Iraque depois da queda do regime de Saddam em abril, o jovem clérigo tem feito duros discursos anti-EUA, exigindo a retirada das forças de ocupação.

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