Xiitas dão prazo para americanos deixarem seu bairro

Um grupo muçulmano xiita exigiu nesta quinta-feira que as forças americanas se retirem de seu bairro em Bagdá num prazo de 24 horas, um dia depois de soldados atirarem contra manifestantes locais e matarem pelo menos uma pessoa. Um comunicado, cuja autoria está sendo atribuída a um comandante dos EUA, afirmou que suas forças ?lamentam profundamente? o ocorrido, e descreve o incidente como um erro.O protesto ocorreu no bairro pobre de Sadr City, depois que milhares de xiitas se reuniram em torno de uma torre de telecomunicações de onde afirmaram que os americanos tentaram derrubar uma bandeira islâmica. Um porta-voz do exercito, coronel Danny Martin, havia dito que aparentemente o estandarte caiu devido à turbulência provocada por um helicóptero que passou sobre a torre.?O que ocorreu foi um erro e não um ato proposital contra a população de Sadr City?, afirmou o comunicado assinado pelo tenente-coronel Christopher K. Hoffman, do Segundo Esquadrão do 2º Regimento de Cavalaria Blindada. O documento, em inglês, estava sendo distribuído nesta quinta-feira pelo bairro. ?Estou investigando este incidente pessoalmente e castigarei os responsáveis?, acrescentou. O comando do Exército não confirmou de imediato a autoria do comunicado, mas disse que ele parecia ser autêntico. O grupo religioso xiita Al-Sadr exigiu que as forças americanas suspendam todos os vôos de helicópteros sobre o bairro, apresentem desculpas oficiais e compensem as vítimas do tiroteio, disse Qais al-Khaz?ali, um representante do Al-Sadr em Sadr City. Al-Khaz?ali afirmou em um comunicado que o grupo dava ao Exército um ultimato de um dia para que cumpra suas exigências e que ?se não as cumprirem, não nos responsabilizamos por qualquer reação que os soldados americanos possam enfrentar se entrarem na cidade?.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.