Xiitas ignoram proibição e protestam no Bahrein

Milhares de xiitas do Bahrein se manifestaram hoje na cidade de Diraz, após as preces muçulmanas. Os manifestantes gritavam contra o governo, apesar de as autoridades terem proibido protestos no país do Golfo Pérsico vizinho da Arábia Saudita.

AE, Agência Estado

18 de março de 2011 | 11h11

"Nós sacrificamos nosso sangue e nossa alma pelo Bahrein", cantava a multidão. Também havia pedidos por moderação e para que não houvesse violência, após sangrentos episódios de repressão a manifestantes pela democracia nos últimos dias.

Ontem, o governo prendeu pelo menos sete importantes dissidentes. Além disso, policiais dispararam com armas de verdade em manifestantes e usaram gás lacrimogêneo para acabar com um protesto na vila xiita de Deih, a oeste da capital Manama, segundo relatos de um ativista.

Os manifestantes exigem que o país se torne uma monarquia constitucional, a renúncia do governo e o fim da repressão e da corrupção. Elementos xiitas mais radicais querem a instauração de uma república. O Bahrein é uma nação de maioria muçulmana xiita, governada por uma dinastia da minoria sunita.

Na terça-feira, o rei Hamad decretou um estado de emergência de três meses. Além disso, centenas de tropas sauditas e dos Emirados Árabes entraram no Bahrein esta semana para ajudar as forças oficiais a garantir a segurança.

Policiais e militares ocuparam áreas de Manama e vilas xiitas no interior foram isoladas. Agora, há em áreas da capital um toque de recolher, em vigor das 20h às 4h (horário local), sem data para terminar. As informações são da Dow Jones.

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