Xiitas lembram mártir com sangue e sofrimento

Ferindo suas cabeças com lãminas, em um ritual de auto-flagelação, muçulmanos xiitas de várias partes do Oriente Médio lembraram hoje a morte, há 14 séculos, de seu mártir imã Al-Hussein. Em Beirute, centenas de milhares de xiitas marcaram a ocasião conhecida como Ashoura com procissões pelas ruas da cidade. Em todo o país, as manifestações realçaram a divisão entre muçulmanos xiitas e sunitas. Hussein foi morto, no ano 680 d.C., em uma batalha ocorrida nas planícies de Karbala, próximas ao Rio Eufrates, onde hoje é o Iraque. A batalha de Karbala - parte de uma disputa pela liderança religiosa que começou com a morte do profeta Maomé, 50 anos antes - foi um evento-chave na divisão do Islamismo entre a hoje maioria sunita e a minoria xiita. A morte de Hussein mantém-se até hoje como um forte exemplo de sacrifício para muitos xiitas, que representam cerca de 10% dos cerca de 1 bilhão de muçulmanos em todo o mundo. Na cidade libanesa de Nabatiyeh, conhecida por ser berço de forte tradição xiita, cerca de 20.000 pessoas marcharam em uma procissão. Muitos homens e mulheres feriram suas cabeças com lâminas, facas e espadas. Algumas pessoas feriam também as cabeças de seus filhos.

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