REUTERS/Noah Berger
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Yahoo nega que faça vigilância generalizada de e-mails 

Segundo reportagem da agência Reuters, publicada na terça-feira, a companhia de tecnologia teria feito varreduras, em segredo, de milhões de mensagens eletrônicas

O Estado de S. Paulo

05 de outubro de 2016 | 20h02

A empresa Yahoo negou nesta quarta-feira, 5, que realize uma vigilância generalizada das mensagens de e-mails de seus usuários após a divulgação, na imprensa, de que havia aceitado fazer o monitoramento a pedido dos serviços de inteligência dos EUA. 

Segundo reportagem da agência Reuters, publicada na terça-feira, a companhia de tecnologia teria feito varreduras, em segredo, de milhões de mensagens eletrônicas. Em um comunicado enviado ontem à agência France Presse, a empresa afirmou que essa informação era “enganosa”. 

“Interpretamos de maneira restritiva cada pedido do governo para obter dados dos usuários para reduzir ao mínimo o que é divulgado”, informou o Yahoo. “O monitoramento dos e-mails descrito pela reportagem não existe em nosso sistema informático.” 

Segundo a Reuters, que cita como fonte antigos empregados da empresa Yahoo, o grupo criou em 2015 um programa a pedido do governo para fazer essas varreduras indiscriminadas nos e-mails recebidos por seus usuários de acordo com palavras-chave fornecidas pelos serviços de inteligência americanos. Os serviços tinham, depois, acesso às mensagens consideradas suspeitas. A reportagem da Reuters afirma que o cumprimento da demanda das agências de informação dos EUA teria sido determinado pela executiva-chefe do Yahoo, Marissa Mayer. 

Em um comunicado divulgado ainda na terça-feira, o Yahoo emitiu breve comentário. “Yahoo é uma empresa que respeita a lei e atua em conformidade com as leis dos EUA”, afirmou. A Agência de Segurança Nacional (NSA) e o FBI, polícia federal americana, não quiseram emitir comentários. / AFP 

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