Yangtzé, o rio mais longo da Ásia, sofre sua pior seca em 50 anos

Devido a falta de chuvas, seca afeta os sistemas de irrigação, o abastecimento de água em algumas regiões e inclusive o transporte fluvial deste rio, uma das artérias do transporte de carga na China

Efe,

23 de maio de 2011 | 03h47

PEQUIM - O rio Yangtzé, o mais longo da Ásia e em cuja bacia vive um terço da população chinesa (cerca de 400 milhões de pessoas), enfrenta a pior seca em 50 anos, devido à maior escassez de chuvas desde 1961, informou nesta segunda-feira, 23, a agência oficial Xinhua.

 

As províncias do curso médio do rio (Jiangxi, Hunan e Hubei) são as mais afetadas, já que nelas as precipitações entre janeiro e abril foram entre 40% e 60% inferiores à média anual, destacou o diretor do centro de controle de inundações e secas do rio, Wang Guosheng.

 

A seca afeta os sistemas de irrigação, o abastecimento de água em algumas regiões e inclusive o transporte fluvial deste rio, uma das artérias do transporte de carga na China, e onde já foram vários os navios que encalharam devido ao caudal reduzido.

 

Nos próximos meses a bacia do Yangtzé entrará na estação de chuvas, na qual as fortes precipitações frequentes no verão na região, unidas à atual seca do terreno, poderiam piorar esta temporada as inundações, que já no ano passado causaram milhares de mortos na bacia.

 

A seca obrigou a liberar água da represa das Três Gargantas, situada em seu curso alto e considerada o maior projeto hidráulico do mundo.

 

O Yangtzé mede 6.397 quilômetros, e seu delta, no qual fica a cidade de Xangai, é a região mais rica do gigante asiático.

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