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Yukio Hatoyama é eleito primeiro-ministro do Japão

Yukio Hatoyama é eleito primeiro-ministro do Japão

Impulsionar economia e combater desemprego estão entre desafios de líder que chefiava oposição

16 de setembro de 2009 | 06h18

Após 54 anos praticamente consecutivos no poder, o Partido Liberal Democrata (PLD) do Japão viu nesta quarta-feira, 16, seu maior rival, o Partido Democrático (PDJ), assumir a maioria das cadeiras da Câmara Baixa do Parlamento e confirmar o líder do partido, Yukio Hatoyama, como primeiro-ministro do país. O novo premiê de 62 anos, o 93º que assume o poder no Japão, recebeu os votos a favor de 327 deputados, contra 119 da agora oposição formada pelo PLD. "A batalha começa agora", disse o líder.

 

A troca de cadeiras ocorreu após as últimas eleições, realizadas em agosto, quando a população foi às urnas e pôs um fim ao governo do PLD, liderado até então pelo ex-primeiro-ministro Taro Aso. O PDJ tem agora 308 dos 480 assentos da Câmara Baixa. O primeiro passo de Hatoyama foi apresentar formalmente seu novo gabinete. O antigo líder do PDJ, Katsuya Okada, é o novo Ministro das Relações Exteriores e Hirohisa Fujii assume a pasta de Finanças.

 

A coalizão de governo planejada por Hatoyama, com seus dois parceiros menores - o Partido Democrático Social e o Novo Partido do Povo - deve garantir a aprovação de medidas polêmicas nas duas casas do Parlamento japonês. Ele pretende tentar estimular a demanda doméstica pela transferência de dinheiro às famílias com filhos, o corte nas tarifas de pedágio e da gasolina e a oferta de uma ajuda maior aos desempregados, entre outras políticas. O novo governo também deve rever seus laços com os EUA e a Ásia, e fazer dos políticos os principais condutores da nova política, em vez da sólida burocracia do país.

 

Segundo a BBC, impulsionar a economia japonesa, que amarga seu pior desempenho em décadas, acabar com o alto índice de desemprego - que chegou ao recorde de 5,7%, o maior desde o fim da Segunda Guerra Mundial - e resolver o problema da previdência social são os principais desafios do novo governo.

 

Semana que vem, o novo premiê fará sua primeira viagem oficial ao exterior. Ele vai se encontrar com Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, principal parceiro comercial do Japão. Hatoyama defende uma relação mais "igualitária" com os americanos.

 

Hatoyama conquistou o poder com a promessa de grandes mudanças para o Japão. O professor Phil Deans, da Universidade Temple, de Tóquio, disse à BBC que as pessoas estavam cansadas do antigo sistema, o que facilitou a vitória do PDJ. "Todos concordam que promover uma reforma é bom, mas para onde vai o Japão agora? Qual o próximo modelo?", questiona. Hatoyama prometeu, por exemplo, aumentar o seguro social, mas até agora não apresentou ideias de como vai conseguir recursos para isso.

 

Hatoyama disse à imprensa que dará prioridade aos problemas domésticos. Na semana passada, a promessa de reduzir, até 2020, em 25% a emissão de gases que causam o efeito estufa, tomando como base os níveis de 1990, não foi bem recebida pelo setor empresarial.

 

Outra promessa é a ajuda mensal de cerca de US$ 275 para cada criança. A ideia é incentivar a natalidade e, assim, acabar com o problema do encolhimento da população japonesa. Além disso, o rápido envelhecimento no país gera um alto custo com previdência.

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