Yulia se nega a admitir derrota em eleição na Ucrânia

O líder da oposição na Ucrânia, Viktor Yanukovich, garantiu nas urnas sua revanche após a humilhante derrota nas eleições de 2004, quando teve sua vitória contestada pela população, que o acusou de fraude. Com 99% das urnas apuradas, o político pró-Moscou aparecia com 48,7% dos votos, enquanto a primeira-ministra Yulia Tymoshenko tinha 45,7%. A estreita vantagem ameaça provocar um novo impasse político no país, já que a premier não admite a derrota e pode contestar os resultados na Justiça, apesar de observadores internacionais terem qualificado a votação de "transparente".

AE, Agencia Estado

09 de fevereiro de 2010 | 07h32

Os resultados oficiais simbolizam uma grande recuperação política para Yanukovich, de 59 anos, cuja vitória na eleição presidencial de 2004 foi anulada após enormes manifestações populares que ficaram conhecidas como "Revolução Laranja", liderada por Yulia. A euforia do movimento popular deu lugar a uma fase de frustração, divergências políticas e crise econômica e agora a Ucrânia, uma ex-república soviética com 46 milhões de habitantes, pode voltar à órbita russa.

Observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) afirmaram que a votação foi justa e "verdadeiramente competitiva". Eles disseram que não houve sérios indícios de fraudes e descreveram a eleição como uma "demonstração impressionante de democracia". A OSCE sugeriu que Yulia admita a derrota, pois em qualquer eleição há "vencedores e perdedores". "Agora é o momento de ouvir o veredicto do povo e garantir uma transição de poder pacífica e construtiva", afirmou o coordenador da missão da OSCE, João Soares.

Yanukovich pressionou a adversária a reconhecer a derrota e renunciar ao cargo de primeira-ministro. "Farei o possível para garantir que os cidadãos da Ucrânia se sintam confortáveis num país estável." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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