Yushchenko pede investigação "séria" sobre envenenamento

O candidato oposicionista à presidência da Ucrânia, Viktor Yushchenko, deixou hoje a clínica vienense de Rudolfinerhaus, um dia depois de a equipe médica ter divulgado oficialmente que sua doença foi provocada por envenenamento com dioxina, administrada possivelmente por uma terceira pessoa. Yushchenko pediu hoje uma investigação séria sobre o caso, mas disse que esperará até o término do segundo turno da eleição presidencial, no dia 26, para pronunciar-se sobre o assunto. "Não quero que este fator influencie a eleição de alguma maneira - a mais ou a menos", disse em russo, tendo sua mulher, Katerina (nascida nos EUA), como intérprete. Ele ficou doente em setembro, com vários sintomas de envenenamento e o rosto desfigurado."Não seria ético de minha parte falar deste problema. Este assunto necessita uma investigação séria." Antes de partir para Viena, na sexta-feira, para exames na clínica, Yushchenko reiterou que foi vítima de um ajuste de contas cujo objetivo era assassiná-lo.Depois que a clínica divulgou o diagnóstico, a promotoria pública ucraniana reabriu a investigação. Logo após Yushchenko passar mal e ser internado em Viena, a Justiça ucraniana abriu um inquérito, mas pouco depois o encerrou, concluindo que a enfermidade dele provavelmente fora causada por herpes.Na mesma entrevista, Yushchenko comparou seu movimento, conhecido como "revolução laranja", com o fim da União Soviética e queda do muro de Berlim e enfatizou que o regime está com seus dias contados.

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