Zelaya avalia proposta de empresários como 'bom sinal'

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou ontem que estava analisando uma proposta de empresários locais para solucionar a crise do país. O texto incluiria a volta dele ao poder, pelo menos por um breve período. Zelaya disse que via a medida como um "bom sinal" e avaliou o plano como encorajador. Os empresários até o momento apoiavam o regime de facto, liderado pelo presidente Roberto Micheletti.

AE-AP, Agencia Estado

30 de setembro de 2009 | 11h45

A influente Câmara da Indústria Nacional propôs que 3 mil mantenedores da paz da Organização das Nações Unidas (ONU) ou tropas de países de governos conservadores sejam enviados a Honduras para garantir a volta de Zelaya à presidência. Os poderes do presidente, porém, seriam limitados.

Deposto em 28 de junho, Zelaya retornou ao país na semana passada e, desde então, está abrigado na Embaixada do Brasil. Ele notou que é um "bom sinal" o fato de que "os setores conservadores do país estão analisando a proposta". "Nós faremos a análise respectiva", prometeu, em entrevista ao Canal 11.

"Nós esperamos iniciar conversas com aqueles que estão fazendo a proposta nas próximas horas." O plano incluiria a concessão de um mandato vitalício no Congresso para Micheletti. Além disso, Zelaya teria ainda que responder a processos na Justiça.

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