Zelaya deixa embaixada até 27 de janeiro, diz porta-voz

O presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, deverá deixar a embaixada brasileira em Tegucigalpa antes de 27 de janeiro de 2010, disse o encarregado de negócios da representação diplomática do país sul-americano, Francisco Catunda, em entrevista à Rede Globo de Televisão. Catunda disse que "ele tem consciência de que precisa sair até 27 de janeiro, quando terminar seu mandato, e que precisa buscar outro destino". A Globo também citou Zelaya, que confirmou a intenção de sair da embaixada antes do prazo estabelecido. "A minha posição é sair o mais rápido possível, logicamente com o respaldo do governo do Brasil", declarou Zelaya.

AE-AP, Agencia Estado

11 de dezembro de 2009 | 18h21

A saída de Zelaya de Honduras deve ocorrer sob a condição de que ele parta como asilado político, na opinião do governo de facto. O presidente de facto, Roberto Micheletti, qualificou como "enganosa" a frustrada tentativa de retirar Zelaya do país e levá-lo ao México. Micheletti afirmou, em discurso na quinta-feira, que "nos trataram de enganar, com mentiras quiseram surpreender uma vez mais Honduras". O líder de facto se referia à frustrada tentativa de retirar Zelaya de seu confinamento na embaixada do Brasil em Tegucigalpa e levá-lo ao México. Micheletti disse que "houve um conflito" nessa tentativa.

A chancelaria do governo de facto pediu que o Brasil "defina o status jurídico em que se encontra Zelaya em sua sede diplomática em Tegucigalpa". O líder deposto voltou em segredo ao país e desde 21 de setembro está abrigado na embaixada do Brasil na capital.

Na quinta-feira, um avião oficial mexicano foi enviado para levar Zelaya do país, confirmou a ministra das Relações Exteriores do México, Patricia Espinosa. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, demonstrou na quinta-feira sua frustração pela impossibilidade de que Zelaya partisse para o México.

Zelaya foi deposto em 28 de junho, quando militares o retiraram do país com o aval do Congresso e da Suprema Corte. Em 2 de dezembro, o Legislativo rechaçou sua volta ao poder, sob o argumento de que há acusações judiciais contra ele.

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