Zelaya diz que já começou um diálogo com o governo interino

Presidente deposto manteve contato com representante do governo; comissão da OPEA segue para Honduras

João Domingos, da Agência Estado, com AP,

24 de setembro de 2009 | 19h11

O presidente deposto fala ao celular na embaixada brasileira. Foto: EFE

 

BRASÍLIA - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya afirmou, no fim da tarde desta quinta, 24, o início de diálogo com o governo de fato, liderado por Roberto Micheletti. Na Embaixada do Brasil em Honduras, Zelaya relatou que, na noite de ontem, reuniu-se "com um funcionário do governo de fato, mas não houve muito avanço, porque eles estão inflexíveis".  

 

Veja também:

video Ex-embaixador comenta caso Zelaya

linkHonduras suspende toque de recolher

linkHonduras confirma duas mortes; aeroportos são reabertos

linkRepórter do 'Estado' relata tensão para chegar a Honduras

lista Ficha técnica: Honduras, um país pobre e dependente dos EUA

lista Eleito pela direita, Zelaya fez governo à esquerda em Honduras

especialCronologia do golpe de Estado em Honduras

especialEntenda a origem da crise política em Honduras

mais imagens Veja galeria de imagens do retorno

som Eldorado: Ouça comentário de Lula sobre crise política

video TV Estadão: Jornalistas do 'Estado' discutem impasse em Honduras

Segundo ele, "no entanto, trata-se de um início para buscar uma solução pacífica que traga a paz perdida com o golpe de Estado". Zelaya não revelou qual foi o funcionário com quem conversou. O presidente deposto fez o anúncio em entrevista à Rádio Globo  local, depois de receber na embaixada o bispo auxiliar de Tegucigalpa, monsenhor Juan José Pineda.

Conselho de Segurança

Hoje, a pedido do Brasil, o Conselho de Segurança das Nações Unidas também decide se deve realizar amanhã uma reunião informal para discutir a situação da embaixada brasileira em Tegucigalpa, Honduras, que abriga Zelaya desde segunda-feira, e está sob cerco militar de tropas hondurenhas. Conforme o resultado desta reunião, o Conselho de Segurança, do qual o Brasil não faz parte, poderá realizar uma reunião formal.

A informação sobre a reunião da ONU foi dada em entrevista coletiva pelos embaixadores Ênio Cordeiro, subsecretário para a América do Sul, e Gonçalo Mourão, chefe do Departamento da América Central e Caribe. Os embaixadores informaram que uma missão da Organização dos Estados Americanos (OPEA) deve seguir amanhã para Tegucigalpa para preparar uma grande reunião com a participação do secretário-geral da instituição e chanceleres de vários países.

Os dois embaixadores demonstraram a expectativa de que a solução definitiva para o impasse virá a partir da OEA. Para eles, o fato de Micheletti ter pedido a ida da missão da OEA a Tegucigalpa é sinal de que está disposto a conversar.  

 
Tudo o que sabemos sobre:
HondurasgolpeManuel ZelayaONUOEA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.