Zelaya nega que pretendia buscar reeleição em Honduras

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse hoje que recusaria um segundo mandato se tivesse essa oportunidade. "Se fosse oferecida a possibilidade de permanecer no poder (por um segundo mandato), eu não faria isso", disse ele, em entrevista coletiva, após discursar na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). "Eu vou completar o meu mandato até 27 de janeiro", afirmou Zelaya, que foi eleito para um mandato de quatro anos não renováveis em 2005. Ele tomou posse em 2006.

AE, Agencia Estado

30 de junho de 2009 | 16h49

Os soldados prenderam Zelaya em sua casa na manhã de domingo e o conduziram para o exílio na vizinha Costa Rica, poucas horas antes de um planejado referendo sobre mudanças na Constituição, que permitiria o presidente a concorrer novamente em novembro. "Reformas estão em andamento, mas elas não são de incumbência da minha administração. Elas serão da próxima administração. A reeleição não é permitida pela nossa lei", disse o líder deposto, que prometeu retornar a capital Tegucigalpa na quinta-feira.

Uma juíza de Honduras seguiu o novo presidente, Roberto Micheletti, e afirmou que Zelaya será preso se retornar ao país. A juíza Maritza Arita disse à rádio local que assinou a ordem de prisão na noite de ontem. Segundo ela, as autoridades legais de Honduras acusam o presidente deposto de 18 crimes, incluindo "traição ao país" e "abuso da autoridade".

Os opositores de Zelaya argumentam que ele tinha planos de usar uma nova Constituição para derrubar as limitações de tempo de mandato e concorrer à reeleição. Zelaya foi eleito em 2006 para um mandato de quatro anos, que se encerraria em janeiro. Após o golpe, os deputados de Honduras nomearam Roberto Micheletti, líder do Congresso, como novo presidente do país. As informações são da Dow Jones.

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