Zelaya toma posse no Parlamento Centro-Americano

O ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya jurou ontem, na capital guatemalteca, Cidade da Guatemala, como deputado do Parlamento Centro-Americano (Parlacen), representando seu próprio país, informou o jornal hondurenho La Prensa em seu site. Zelaya tem direito a esse cargo como ex-presidente constitucional de Honduras, explicou o diário.

AE, Agência Estado

18 de setembro de 2010 | 14h41

Zelaya chegou à Guatemala vindo da Nicarágua, onde se reuniu com o presidente Daniel Ortega e representantes de partidos de esquerda da América Central que apoiaram a entrada dele no Parlacen. O ex-líder hondurenho elogiou o Parlacen por garantir sua posse, o que seria uma mostra da institucionalidade e do Estado de Direito em Honduras.

Em junho de 2009, Zelaya foi deposto em um golpe militar. Ele acabou se refugiando por alguns meses na embaixada do Brasil em Honduras, mas um acordo permitiu que ele deixasse o país, sem contudo reaver o poder. Após eleições, desde janeiro deste ano, a presidência hondurenha está com Porfirio Lobo.

Segundo o La Prensa, Zelaya disse que continuará vivendo exilado na República Dominicana. O ex-líder afirmou que pretende voltar a Honduras quando "terminar a impunidade, haver respeito à liberdade de imprensa e aos direitos humanos e se restituir o sistema democrático".

O Parlacen é um braço legislativo do sistema de integração centro-americano. A função do órgão é estreitar a cooperação entre os países da América Central.

Zelaya disse que não tentará alterar a posição do Parlacen, tomada há alguns meses, para que a comunidade internacional volte a reconhecer plenamente o governo de Lobo e normalize as relações com o país. Ele disse ainda que gostaria que o atual governo hondurenho seguisse o plano de reconciliação nacional, defendido pela Organização dos Estados Americanos (OEA), a fim de superar os problemas trazidos pelo golpe de Estado do ano passado.

Em Honduras, Zelaya ainda enfrenta processos na Justiça, segundo o diário. A Secretaria de Segurança afirma que ainda há ordens de prisão contra ele, com acusações por corrupção, abuso de autoridade e falsificação de documentos.

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