Zelaya topa responder à Justiça se voltar à presidência

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou que está "disposto" a responder às acusações feitas contra ele em seu país se for restituído à presidência. Ele também julgou como "insuficiente" a atuação dos Estados Unidos na crise hondurenha.

AE, Agencia Estado

01 de outubro de 2009 | 16h25

"A solução desta crise passa pela minha restauração, pelo respeito à democracia" e "estou disposto a ir aos tribunais e responder às acusações contra mim, não tenho nenhum problema com isso. Por isso voltei, porque sou inocente", disse Zelaya, em entrevista por telefone ao jornal uruguaio "El Observador", de Montevidéu.

Zelaya, que está na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde 21 de setembro, negou ter violado a constituição de Honduras com sua tentativa de realizar um plebiscito em que a população decidiria se deveria ser convocada uma Assembleia Constituinte.

"Eu não violei a Constituição, jamais fiz isso. Não se tratou de um referendo. Essa é uma mentira que os opositores usam para me desacreditar. Se tratava de uma consulta, não vinculante, que não reformava nenhuma lei nem estabelecia a reeleição", explicou Zelaya.

Sobre o papel dos EUA na crise que já leva mais de três meses, Zelaya considerou "clara" a condenação de Washington ao golpe de 25 de junho, mas acrescentou que "o que foi feito para o restabelecimento da democracia não foi suficiente".

Zelaya negou que Roberto Micheletti seja seu inimigo e qualificou o presidente de facto de Honduras como um "adversário" que "não soube lidar com toda essa situação". As informações são do site aberto da agência Ansa.

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