Zimbábue ameaça expulsar empresas estrangeiras

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, ameaçou neste domingo (25) expulsar companhias estrangeiras do país devido ao que ele chamou de interferência internacional nas políticas da nação.

Agência Estado

25 de agosto de 2013 | 14h20

Durante um funeral de um alto chefe militar em Harare, Mugabe afirmou que não quer "nenhuma ideia de Londres, ou Washington". Ele alertou os poderes ocidentais que seu governo não tinha "feito nada para suas companhias, o tempo virá para dizermos olho por olho". Ele disse: "Você me atinge, eu atinjo você. Nós temos um país para liderar e nós precisamos ser livres para fazer isso".

O Reino Unido, um ex-poder colonial, a União Europeia e os EUA se recusaram a endossar a vitória esmagadora de Mugabe nas eleições de 31 de julho, citando evidências de fraude eleitoral. Os países ocidentais mantêm restrições econômicas sobre Mugabe e líderes de seu partido no poder.

Desde que venceu as eleições, Mugabe prometeu avançar com um programa para forçar as empresas estrangeiras e controladas por brancos a cederem 51% de seu controle para os zimbabuanos negros. Alguns economistas alertam que o programa irá desencadear outra crise econômica, como a sofrida após o governo de Mugabe tomar terras de fazendeiros brancos em 2000.

Mugabe diz, por outro lado, que o novo plano vai criar empregos e crescimento econômico, que havia sido prejudicado pelo que chamou de "uma coalizão frágil e cheia de parceiros desconfortáveis" na oposição liderada pelo ex-primeiro-ministro Morgan Tsvangirai. O líder opositor era favorável a atrair investimentos ocidentais durante a coalizão de cinco anos forjada por líderes regionais após as últimas eleições disputadas em 2008. Fonte: Associated Press.

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