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Zimbábue aprova lei que passa controle de empresas a negros

Presidente dá aval para medida que transfere pelo menos 51% das companhias para "indígenas" do país

Agências internacionais,

10 de março de 2008 | 08h32

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, assinou uma nova lei que transfere o controle das grandes empresas do país para os "indígenas" do país. Segundo a CNN, a medida significa que estrangeiros e brancos proprietários de empresas que atuam no país deverão ceder pelo menos 51% do controle das operações para negros.  A lei foi encaminhada ao Legislativo em setembro, mas recebeu o endosso presidencial no domingo, 9, segundo o jornal controlado pelo governo, o The Sunday Newspaper. A aprovação foi anunciada dias antes do Mugabe enfrentar um dos mais sérios desafios nas eleições presidenciais e parlamentares de 29 de março. No poder desde a independência do país do Reino Unido, em 1980, o presidente quer mais cinco anos de mandato para aumentar seu controle no país africano. O Zimbábue está mergulhado numa crise econômica marcada por inflação de mais de 100.000% e escassez crônica de alimentos e combustíveis.  A medida atinge principalmente bancos, empresas de mineração e de telefonia, dentre muitos outros ramos de negócios. São definidos como "indígenas" "qualquer pessoa que, antes de 18 de abril de 1980, tenha enfrentado situação de desvantagem por descriminação injusta por sua raça, e qualquer descendente dessa pessoa". A data determinada é a mesma da independência do país. O líder de 84 anos enfrenta nas eleições um sério oponente em seu ex-aliado e ex-ministro da economia Simba Makoni, que prometeu reverter a situação econômica do país caso seja eleito em 29 de março. Morgan Tsvangirai, líder da principal facção do oposicionista MDC (Movimento para a Mudança Democrática), também é candidato à presidência.  Os críticos culpam Mugabe pela má-administração que transformou o país sul-africano, próspero no passado, em um dos mais pobres da região. Milhões de zimbabuanos deixaram o país em busca de alimento e trabalho. O presidente atribui os problemas econômicos do Zimbábue à sabotagem de países ocidentais, aos quais ele acusa de tramarem sua derrubada devido à política de desapropriar fazendas de proprietários brancos e redistribuir a terra aos negros.

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