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Zimbábue deve pedir extradição do dentista americano que matou o leão Cecil

Ministra do Meio Ambiente Oppah Muchinguri afirmou que autoridades já iniciaram processo legal no país; embaixada americana no Zimbábue diz que não comenta pedidos de extradição

O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2015 | 09h10

HARARE - O dentista americano que matou o leão Cecil há um mês no Zimbábue pagou por uma caçada ilegal e deveria ser extraditado para ser julgado no país africano, disse a ministra do Meio Ambiente zimbabuana, Oppah Muchinguri, nesta sexta-feira, 31.

Em entrevista, Oppah se referiu a Walter Palmer, de 55 anos, como um "caçador estrangeiro" e disse ter conhecimento de que o procurador-geral havia iniciado o processo para pedir a extradição aos Estados Unidos.

"Estamos apelando às autoridades responsáveis pela sua extradição ao Zimbábue, para que ele possa ser responsabilizado por sua ação ilegal", disse a ministra.

Na terça-feira, Palmer admitiu ter matado o leão Cecil, de 13 anos, favorito dos turistas estrangeiros e objeto de um estudo da Universidade Oxford, mas disse que havia contratado guias profissionais e acreditava que todas as necessárias licenças de caça estavam em ordem. Dois cidadãos do Zimbábue, um caçador profissional e o dono de uma fazenda, foram presos pela morte de Cecil.

"Quase 500 mil pessoas estão pedindo a extradição de Palmer e isso tem que ter apoio (das autoridades). Nós queremos que ele seja julgado no Zimbábue porque ele violou nossas leis", ressaltou a ministra, sem explicar de onde tirou o número citado de pessoas que querem a extradição do americano.

Os Estados Unidos e o Zimbábue têm um tratado de extradição em vigor. A embaixada americana no país, no entanto, recusou-se a comentar o assunto nesta sexta-feira.

Oppah também disse que o uso de um arco e flecha para matar o leão, que teria sido atraído com uma isca para fora do Parque Nacional de Hwange e, só então, morto por Palmer, violou a regulamentação da caça do Zimbábue.

Palmer, um caçador de animais selvagens, conseguiu voltar para os Estados Unidos antes de as autoridades do Zimbábue ficarem cientes da controvérsia em torno da morte de Cecil.

"Infelizmente era tarde demais para deter o caçador estrangeiro porque ele já tinha fugido para seu país", disse a ministra.

O assassinato do leão provocou indignação contra Palmer nas mídias sociais. A Casa Branca disse na quinta-feira que iria avaliar uma petição pública de mais de 100 mil assinaturas que pede a extradição do dentista. / REUTERS e AP

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