Zimbábue proíbe viagens e pede vistos

O Zimbábue proibiu a viagem ao país do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, e de outros funcionários do alto escalão do governo britânico, em represália às sanções impostas contra o país africano na Europa, informou nesta sexta-feira a rádio estatal. Cerca de 90 ministros e funcionários do governo britânico, alguns membros do Parlamento Europeu e líderes de grupos pró-democráticos estão sujeitos à proibição. Os cidadãos britânicos deverão apresentar pedidos de visto.O ex-primeiro-ministro australiano Gareth Evans e o norte-americano John Prendergast, respectivos secretário e subsecretário do Grupo de Crises Internacionais também estão incluídos na medida, considerada em grande parte simbólica. A Grã-Bretanha anunciou que a maioria dos cidadãos do Zimbábue precisaria de visto para ingressar em seu território, numa mudança de política devido a violações às regras de imigração britânicas.A medida foi adotada meses depois de a União Européia ter imposto uma proibição de viagem a todos os ministros de gabinete e funcionários do partido governante do Zimbábue após as eleições presidenciais de março, consideradas fraudulentas por muitos observadores estrangeiros. Os Estados Unidos também impuseram sanções semelhantes a funcionários do governo da nação africana.

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